quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Uma busca!


A humanidade é composta de seres com muitas variáveis, contudo observando o comportamento humano não é difícil reparar na existência de padrões. Hoje posso ver claramente que quando se diz respeito a relacionamentos as pessoas buscam as mesmas coisas!
Não gosto da ideia de regras quanto ao comportamento em um relacionamento, principalmente porque isso me remete aos famosos “joguinhos’ dos quais alguns são Expert e a grande maioria odeia! Acredito sim que o casal deve ter liberdade e confiança de se comunicar abertamente e encontrar o que funciona e o que não funciona para os dois. Sem prejulgamentos, sem falso moralismo mas agindo de forma respeitosa e encontrando uma maneira de ambos se sentirem bem. Com certeza isso demanda tempo, dialogo e muita adaptação, mas funciona.
Desde que o mundo é mundo as pessoas buscam as mesmas coisa de um relacionamento. Sei de todas as mudanças históricas, na sociedade, no nosso país e no mundo que fizeram com que os motivos, as formas e principalmente o comportamento dentro do casamento mudasse e ainda assim não tenho receio de afirmar que o alicerce que está por trás do que nos motiva a procurar um parceiro seja o mesmo!
Todos buscamos aceitação e individualidade! Queremos alguém que nos aceite como somos e que nos veja como alguém único! Queremos alguém com quem não precisemos medir as palavras e possamos pensar em voz alta. Ao mesmo tempo alguém que nos admire e que faça sentir que o mundo seria menos feliz se não estivéssemos nele!
Parece estranho falar assim mas nós não procuramos amor! Até porque o amor é algo muito relativo, existem inúmeras formas de amar. O amor é algo que se constrói e se fortalece com o tempo. O que acontece à primeira vista chama-se paixão!
Acredito que para dar certo um relacionamento precisa de muito mais do que amor! Demanda respeito e um olhar profundo de quem realmente o outro é. Compreendendo todos seus defeitos e qualidades!
Nós mudamos ao longo de nossa vida e encontrar alguém que nós queira não só pelo que somos hoje mais pelo que seremos amanhã e depois é o grande desafio!  Um casal que vive um vida inteira juntos não são mais do que duas pessoal que se comprometeram em não desistir um do outro! É uma decisão racional e sentimental ao mesmo tempo!
Não sou de seguir conselhos de amigos quando o assunto é relacionamento. Porque normalmente esses conselhos não são compatíveis com as atitudes que as pessoas teriam se estivessem no seu lugar. Quando se aconselha usasse muito o ego! Pensasse no que outro pensaria de você se falasse algo que te colocaria em uma posição de “fraco” todavia quando se está vivendo a situação muitas vezes a gente tem de ceder, porque as vezes é mais importante estar bem do que estar certo!
Então não escute esses conselhos/desabafo da mulher que voz fala! Encontre alguém que lhe enxergue, que lhe valorize e ache a forma que juntos são felizes!  Seja feliz!



terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Sobre a tatuage



Sempre que alguém vê minha tatuagem fala: “Nossa! Você muito corajosa!” Tenho de discordar dessa frase. 
Não porque fazer a tatuagem não tenha doido, doeu e muito! Mas porque essa foi uma dor consentida, foi opcional, eu paguei para sentir essa dor!
Parece loucura, não é?
Essa é exatamente a segunda frase que mais escuto: “Você é louca! Pra que fazer isso?!”
Mas as pessoas que falam essa, em sua maioria, não querem realmente saber o porquê. Essas estão não só me julgando mais já me condenam: É louca!

Talvez eu seja mesmo louca, confesso que ser normal nunca foi minha ambição!
Porém existe sim um grande porque por trás da minha tatuagem. O dragão é sim um símbolo de coragem. Não a coragem de enfrentar as agulhas do tatuador, mas a coragem de enfrentar uma dor muito maior. Uma dor que ninguém me perguntou se eu aceitava sentir ou se seria capaz de suportar. Uma dor que sofri sozinha! A Depressão!

Nesses últimos quatro anos ninguém soube o quanto tive de ser corajosa para sair da cama todos os dias. O quanto foi dolorido pensar que o mundo seria um lugar melhor que eu não estivesse nele. Que todos ficariam bem se eu simplesmente não existisse!
Qualquer tarefa simples do dia a dia exigia um esforço descomunal e eu não tinha nenhuma força! Algumas pessoas buscam suas fugas de diversas formas a minha era dormir! Poderia dormir dias, não queria comer, ou tomar banho, ou falar, ou olhar, ou viver... E mesmo assim eu lutava todos os dias comigo mesma para fazer o que tinha de ser feito.
É impossível entender isso, mesmo para quem já passou porque essa é uma doença que é individual e só você sabe quais são seus fantasmas e onde a vida se torna insuportável.

Sou uma pessoa privilegiada, sempre fui mimada e não só pelos meus pais, amigos e familiares mas fui muito mimada por Deus! E isso só trazia um peso ainda maior para minha depressão! Eu não tinha motivos “reais”, palpáveis para estar me sentindo daquele jeito! Me sentia indigna até de sofrer!
Em uma sociedade que vive a ditar regras de como devemos ser, fazer, pensar, sentir... Eu não poderia ser eu, não poderia sentir o que sentia ou pensar o que pensava! Eu tinha de ser grata e feliz e ponto! Mas eu não era...

Foram longos anos de ausência de mim mesma! De síndrome do pânico, de tentativas de suicídio e de dias vazios de vida! Mas eu superei, estou aqui, viva e cada dia mais certa de quem eu sou e menos preocupada com quem eu tenho de ser.

Fiz a tatuagem para mim e mais ninguém! Fiz porque queria ter literalmente cravado na pele a superação de toda essa dor. E nenhuma das minhas sessões de terapia vão superar todas as horas na sala do estúdio de tatuagem onde eu senti a dor sendo materializada, e pensando que aquilo não era nada se comparado a tudo que eu passei sozinha na minha cama quente de lençóis de algodão.
No filme Fatal falasse que as mulheres bonitas são invisíveis, as pessoas vêem sua beleza e não conseguem enxergar quem elas realmente são, mas isso não acontece só com as mulheres bonitas, todos hoje são um tanto invisíveis.

Nesse anos nem mesmo as pessoas mais próximas eram capazes de me enxergar! Muitos me julgam mas poucos me olham! E nossa sociedade está cada vez mais assim. Todos tem uma opinião a dar e muitas já finalizadas sem chance de argumentação ou resposta. Mas quem somos nós para julgar? Por mais que conheçamos as pessoas nunca vamos saber tudo, podemos ver seus atos mais nunca suas motivações!

Tem sido difícil até mesmo não me julgar! Entender o que me leva a ter tal atitude, o que me motiva e o que eu faço para me auto sabotar! Relações humanas são complicadas, até nossa relação conosco é difícil! Que tal embarcar na desafiante tarefa de não julgar e trabalhar a aceitação? Que tal começar com você mesmo? Você precisa ser perfeito? O que é ser perfeito? Não estou falando que não devemos tentar sermos melhor a cada dia, acredito muito que esse é o caminho, mas fazer isso com mais honestidade e menos cobrança me parece um caminho mais recompensador e menos dolorido!


Nós somos capazes de sermos felizes sendo seres imperfeitos e em evolução. Somos luz mesmo tendo escuridão! Como já dizia Pitty “Seja você, mesmo que seja estranho...”